Grupo de Estudos de Dinâmica e Manejo da Zona Costeira

Identificada como área crítica, a região costeira apresenta ecossistemas complexos (estuários, manguezais, pântanos, brejos, lagunas, planícies de maré, dunas e recifes de coral) que convivem lado a lado com o exercício de atividades industriais, comerciais, produção de alimentos, recreação e turismo. Planejamento adequado é necessário para fazer frente aos problemas potenciais de poluição, de uso da terra e dos recursos aquáticos, e de conservação nesta região extremamente dinâmica.


Objetivos

Mapeamento em escalas variáveis, de trechos da zona costeira da região nordeste do Brasil, com vistas a estabelecer a distribuição espacial dos seus ecossistemas, processos ativos e graus de sensibilidade ambiental às diferentes intervenções humanas.


Pesquisas em Andamento

Problemas Ambientais em Zonas Costeiras Incorporadas - Dr. José Maria Landim Dominguez & Dra. Zelinda M. de A. N. Leão - A fim de que as áreas costeiras possam manter sua produtividade e funções naturais, os recursos naturais aí presentes devem ser gerenciados de forma racional e adequada. Aspectos importantes deste gerenciamento incluem (i) os processos ambientais que deram origem aos ecossistemas costeiros e que são responsáveis pela sua saúde e produtividade, (ii) o funcionamento destes ecossistemas e os fluxos de recursos que os mesmos geram, (iii) o uso potencial destes recursos para satisfazer os objetivos de desenvolvimento social e econômico, e (iv) o tipo e extensão dos conflitos existentes e futuros dentro do contexto das mudanças nas circunstâncias sociais, econômicas e políticas. Para gerenciar estes recursos e facilitar a tomada de decisões é fundamental que seja produzido um inventário dos ambientes e ecossistemas presentes na Zona Costeira. Não menos importante é o conhecimento dos processos ativos (p. ex. erosão da linha de costa, inundações etc.) atuantes nesta região. Esta pesquisa objetiva a realização de uma análise regional e inventário dos recursos presentes na zona costeira. Estas informações são vitais para a solução de problemas ambientais decorrentes de usos múltiplos destes recursos e processos.

Controles Ambientais no Desenvolvimento de Dunas Costeiras na Região NE do Brasil
Dr. José Maria Landim Dominguez & Dr. Louis Martin
- Ao longo do trecho da costa brasileira que se estende do Estado da Bahia ao Estado do Maranhão, dunas costeiras ativas estão presentes apenas naqueles setores da costa nos quais pelo menos quatro meses secos consecutivos ocorrem durante o ano. Estes setores estão representados pela planície costeira associada à desembocadura do Rio São Francisco e a costa norte/nordeste do Brasil, entre os estados do Rio Grande do Norte e Maranhão. O desenvolvimento desses campos de dunas é controlado pelas características climáticas da região. Durante a estação chuvosa (Janeiro-Abril), as chuvas quase que ininterruptamente saturam de água a face da praia. Este fato associado com os ventos mais fracos que predominam durante esta época, inibem a remoção da fração fina dos sedimentos da face da praia pelo vento. De outro lado, durante a estação seca (Agosto-Dezembro), a ausência de chuvas e os ventos mais fortes removem uma porção significativa de areia fina a muito fina da face da praia, depositando-a no campo de dunas adjacente. No campo de dunas propriamente dito, durante a estação chuvosa, a migração de dunas virtualmente cessa e as regiões interdunares são inundadas, originando pequenas lagoas interconectadas que drenam para o mar. Durante a estação seca, com a interrupção das chuvas, a migração das dunas recomeça, ao tempo em que as regiões interduna secam. Esta pesquisa tem por objetivos documentar em escala regional os principais controles ambientais responsáveis pelo aparecimento, distribuição e evolução dos campos de dunas na região costeira do nordeste do Brasil, no trecho compreendido entre a porção norte do Estado da Bahia e o Estado do Maranhão.

Análise Integrada de Marcadores dos Paleoambientes Continentais e Costeiros Tropicais - AIMPACT - Dr. Louis Martin
- O conhecimento e o manejo de qualquer ecossistema implica em estudo da sua história ao longo de um intervalo de tempo suficientemente longo que premita "filtrar" todas as características herdadas do passado, que foram registrada na "memória" do ecossistema. A reconstituição paleoembiental compreende também o registro das condições ambientais nas últimas dezenas ou centenas de milhares de anos. Ela permite assim ter uma imagem do meio ambiente anterior à ação antrópica. Ela também fornece uma melhor definição das características ambientais médias e das condições extremas, difíceis de serem obtidas por medidas diretas em regiões tropicais onde a variabilidade interanual é realçada em detrimento da variabilidade sazonal. Na origem desta variabilidade internanual está a grande variabilidade climática. Os períodos de anomalias extremas são muitas vezes sinônimo de catástrofes. Nos países tropicais inúmeras atividades humanas são condicionadas pela variabilidade climática como, por exemplo: agropecuária, pesca, produção de energia (hidráulica, eólica ou solar), gestão dos recursos hídricos e prevenção de certos riscos naturais (inundação, erosão, desmoronamento, etc.). Por essa razão a compreensão dos mecanismo da variabilidade climática, no passado e no futuro, é uma ferramenta necessária a um programa de manejo sustentável do meio ambiente.

Utilização de Foraminíferos como Indicadores Ambientais para a Zona Costeira - Dra. Altair de Jesus Machado - Os foraminíferos são organismos predominantemente marinhos que auxiliam na caracterização de fácies sedimentares e ambientes deposiconais. A área de estudo abrange a zona metropolitana de Salvador bem como as praias do litoral norte: Arembepe e Guarajuba. A pesquisa tem por objetivo realizar um levantamento taxonômico e o zoneamento ecológico dos foraminíferos. Na região de Arembepe o trabalho inclui ainda o estudo das associações de foraminíferos incrustantes, procurando identificar a existência de uma sazonalidade, sucessão ecológica, freqüência em área de recobrimento, significado ecológico e monitoramento do ambiente da área estudada. Esta pesquisa visa ainda acompanhar as modificações que ocorrem nas características bióticas e abióticas do ambiente e de fatores específicos que possam ser utilizados como indicadores de qualidade ambiental.

Inventário e Aplicação dos Briozoários na Compreensão dos Problemas Ambientais da Zona Costeira do Estado da Bahia - Dra. Facelúcia Barros Côrtes Souza - As espécies de briozoários marinhos possuem colônias calcarias, cujas tipos de colônias , tipo de calcificação da parede frontal e categorias taxonômicas e os seus limites de tolerância as variações físico-químicas muito estreitos refletem diversos parâmetros hidrológicos (salinidade, temperatura e profundidade da água), hidrodinâmicos e tipo de suporte e/ou substrato local. O estudo dessa microfauna, no bentos dos diversos fácies sedimentares e em substratos artificiais submersos são utilizados na caracterização ecológica do ambiente atual e no monitoramento das variações decorrentes do desenvolvimento urbano ou industrial.

Análise da Estrutura de Comunidades Macrobentônicas Marinhas em Relação ao Sedimento e à Poluição em um Ambiente Tropical ( Baía de Todos os Santos) - MSc. Orane Falcão, Dra. Facelúcia Barros, Dr. José Maria Landim Dominguez - No âmbito deste projeto o estudo da distribuição das espécies de briozoários da BTS, contribuirá para caracterização da estrutura da comunidade, as suas relações com as características sedimentológicas da área e estudo evolutiva desta microfauna.
Financiamento : WWF/UFBA.


Dissertações/Teses em Andamento e Concluídas

· Alina Sá Nunes, BSc. (UFBA) - Relações entre a Produção Pesqueira e o Substrato. Mestrado. Orientador: Dra. Facelúcia Barros
(em andamento).

· Cristiana de Cerqueira Silva, BSc. (UFBA) - Influência da Evolução Geológica-Geomorfológica da Zona Costeira na Ocupação Humana do Litoral Norte Baiano. Mestrado. Orientador: Dr. José Maria Landim Dominguez (em andamento).

· Edilma de Jesus Andrade, BSC. (UFSE) - Distribuição dos Foraminíferos Recentes na Transição Carbonatos-Siliciclásticos na região da Praia do Forte, Litoral Norte do Estado da Bahia. Mestrado. Orientador: Dra. Altair de Jesus Machado (concluída em setembro de 1997)

· Giovanna Carozzo, BSc. (UFBa.)
- Associação de Briozoários no Litoral Norte do Estado da Bahia. Mestrado. Orientador: Dra. Facelúcia B.C. Souza (em andamento)
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· Júlio César Gonchorosky, BSc. (FURG) - Relações entre a Dinâmica Praial e a Concentração de Desovas de Tartarugas Marinhas na Praia do Forte. Mestrado. Orientador: Prof. Abílio Carlos da S. P. Bittencourt (concluída em julho de 1998).

· Juzenilda Gomes Figueiredo, BSc (UFBA) - Ocorrência, Distribuição e Tafonomia dos Foraminíferos da Baía de Todos os Santos, Bahia. Mestrado. Orientadora: Dra. Altair de Jesus Machado (em andamento)

· Leila Maria Ribeiro Almeida, BSC. (UFBA) - Influência da Evolução Geológica-Geomorfológica da Zona Costeira na Ocupação Humana na Baía de Todos os Santos. Mestrado. Orientador: Dr. José Maria Landim Dominguez (em andamento)

· Paulo César Accioly, BSc. (UFRN), MSc. (UFBA) - Aplicação do Processamento Digital de Imagens à Zona Costeira. Doutorado. Orientador: Dr. José Maria Landim Dominguez (em andamento).

· Rilza da Costa Tourinho Gomes , BSc. (UFBA) -
Contribuição sedimentológica dos briozoários queilostomados no litoral norte do estado da Bahia (Guarajuba a Itacimirim). Mestrado. Orientador: Dra. Facelúcia B.C. Souza (em andamento)

· Simone Souza de Moraes, BSc. (UFBA)
- Ecologia e Distribuição dos Foraminíferos Bentônicos no Litoral Norte da Bahia (Genipabu a Itacimirim). Mestrado. Orientador: Dra. Altair de Jesus Machado (em andamento).

· Suely Gleide Amâncio da Silva, BSc. (UFSE) - Influência da Evolução Geológica-Geomorfológica da Zona Costeira na Ocupação Humana do Litoral do Estado de Sergipe. Mestrado. Orientador: Dr. José Maria Landim Dominguez (em andamento)

· Ronaldo da Silveira Lírio, BSc. (UFBA)
- Modelo Sistêmico Integrado para a Área de Proteção Ambiental do Litoral Norte do Estado da Bahia - Orientador: Dr. José Maria Landim Dominguez (concluída em setembro de 1996)

· Walter Ramos Pinto Cerqueira, BSc. (UFBA) - Relações dos Echinodermata com os Sedimentos do Parque Marinho do Recife de Fora, Porto Seguro, Bahia, Brazil. Mestrado. Orientador: Dra. Facelúcia Barros (em andamento).


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